O dia de ontem (17) era para ser de intensas mobilizações políticas. E isso por conta das comemorações dos 29 anos da Greve de 79. Entretanto, a data não passou de um dia sem nenhuma expressão política que lembrasse a bravura dos jovens que brigaram pela meia passagem no final da década de 70.
Um grupo de pelegos que há anos estão no comando dos “grupos estudantis” de São Luís, estão cada vez mais contribuindo para que a juventude continue alienada. Digo isso, respaldado no que presenciei na Praça Deodoro. Era deplorável um amontoado de jovens bebendo e consumindo drogas. Uma enxurrada de mentes vazias que nem sequer conseguem perceber a dimensão do que foi a Greve da Meia-Passagem.
Essa realidade é culpa dos pelegos que controlam as entidades estudantis? É culpa dos jovens que não se interessam por política? Na verdade é culpa de todos nós. É idiotice afirmar uma certa aversão à política, mesmo por que vivemos a política nos seus mais diversos espaços. Até o ato de ontem era um ato político, apesar deste blogueiro achar tudo aquilo uma grande afronta à imagem e à memória de todos que sofreram a repressão no período da Greve de 79. E como poso afirmar que aquilo que aconteceu ontem era um ato político? Partindo do princípio de que as pessoas que ali estavam, abdicaram do direito de protestar sobre a ameaça de termos novamente o que há de mais podre na política local.
Para ratificar que os líderes estudantis atuais são pelegos, o Jornal Pequeno, estampou hoje a manchete: EM 2006, MOVIMENTO ESTUDANTIL FEZ ATO EM DEFESA DE JOÃO CASTELO: Os “cabeças” das entidades inclusive afirmaram que o ex-governador não mandou espancar estudantes durante a greve de 1979. Mesmo sabendo que o Jornal Pequeno é um reduto psdbista, não posso negar que o que foi dito ali é fato, e contra fato não há argumentos. Gostaria muito que esses pelegos, que estão apenas se perpetuando na direção de entidades sem razões políticas para lutar, pudessem desmentir o que até agora está explicito aos olhos daqueles que se ocupam ao menos a ver essa farsa com olhares mais críticos.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
SERÁ QUE A HISTÓRIA VAI SE REPETIR?
A máxima da história é que os acontecimentos continuam sendo os mesmos, porém com atores diferentes. Há 29 anos, os estudantes de São Luís foram às ruas protestar contra o aumento abusivo das tarifas nos coletivos. A manifestação tinha o cunho pacifista e se concentrava em contestar o abuso de poder praticado pelo então prefeito de São Luís, Nunes Freire. Entretanto, o movimento que nasceu nos corredores da UFMA acabou sendo percebido pelas autoridades como um ato subversivo contra o Estado.
Para o Governo era preciso acabar com aquela “célula rebelde” que estava nascendo na (re)vivida Ilha Rebelde. Os estudantes fizeram uma imensa mobilização e colocaram milhares de jovens na Praça Deodoro. O objetivo era tentar uma reunião com o então Governador Biônico do Maranhão, João Castelo, que na ocasião colocou a polícia nas ruas para censurar (usando da força) qualquer tipo de manifestação que perturbasse a ordem normal da cidade. Com a celebre frase: a polícia está na rua para decidir. O Governador biônico deu aval para que a barbárie fosse praticada contra os “agitadores comunistas”, que estavam sendo comandados por subversivos que vinham de outros países.
Foram dias de intensos atos de repressão por parte do Governo do Estado contra a Greve dos Estudantes, muito foi dito para justificar os atos abusivos da polícia, porém os estudantes continuaram com a linha de movimento pacífico, que contestava o aumento abusivo das tarifas nos ônibus e propunham a concessão imediata do direito de meia-passagem para todos os estudantes da capital do estado.
Após uma intensa onda de barbaridade que já ultrapassava os limites do Maranhão, o Governador resolveu conversar com os estudantes e conceder o direito à meia-passagem. O saldo de toda essa batalha, foi uma imensidão de estudantes feridos, presos, torturados e humilhados pela polícia que estava a serviço do Governador Biônico do Maranhão. A Ditadura Militar foi um período negro na vida sociopolítica do Brasil, mas serviu para aflorar nos corações jovens e descontes com a atual situação o sentimento de patriotismo e a necessidade de uma maior discussão sobre o cenário político mundial.
A Greve de 79 não foi apenas um movimento pelo direito da meia-passagem. Foi a sinalização de um ato que propunha uma caminhada ainda maior e que (per)dura até hoje. A guerra pela manutenção dos direitos dos estudantes é uma constante na realidade social do Brasil. E, em ano de eleições, é necessário conhecermos os atores da política atual, muitos dos quais já estão no cenário há várias décadas. Se já está ratificado que a história se repete, bem que o povo poderia fazer renascer o espírito rebelde de 29 anos atrás e dizer não à ditadura que está querendo se instalar em São Luís. É necessário sepultar o que ainda resta desse período podre da história do Maranhão. Para isso é necessário exorcizar a ameaça de 2009 se (re)transformar em 1979. Que a história dessa vez obedeça a um outro caminho e não nos pregue a peça de ver depois de trinta anos o sinônimo da ditadura ainda insepulcro no poder.
Nielsen Furtado
Jornalista
Para o Governo era preciso acabar com aquela “célula rebelde” que estava nascendo na (re)vivida Ilha Rebelde. Os estudantes fizeram uma imensa mobilização e colocaram milhares de jovens na Praça Deodoro. O objetivo era tentar uma reunião com o então Governador Biônico do Maranhão, João Castelo, que na ocasião colocou a polícia nas ruas para censurar (usando da força) qualquer tipo de manifestação que perturbasse a ordem normal da cidade. Com a celebre frase: a polícia está na rua para decidir. O Governador biônico deu aval para que a barbárie fosse praticada contra os “agitadores comunistas”, que estavam sendo comandados por subversivos que vinham de outros países.
Foram dias de intensos atos de repressão por parte do Governo do Estado contra a Greve dos Estudantes, muito foi dito para justificar os atos abusivos da polícia, porém os estudantes continuaram com a linha de movimento pacífico, que contestava o aumento abusivo das tarifas nos ônibus e propunham a concessão imediata do direito de meia-passagem para todos os estudantes da capital do estado.
Após uma intensa onda de barbaridade que já ultrapassava os limites do Maranhão, o Governador resolveu conversar com os estudantes e conceder o direito à meia-passagem. O saldo de toda essa batalha, foi uma imensidão de estudantes feridos, presos, torturados e humilhados pela polícia que estava a serviço do Governador Biônico do Maranhão. A Ditadura Militar foi um período negro na vida sociopolítica do Brasil, mas serviu para aflorar nos corações jovens e descontes com a atual situação o sentimento de patriotismo e a necessidade de uma maior discussão sobre o cenário político mundial.
A Greve de 79 não foi apenas um movimento pelo direito da meia-passagem. Foi a sinalização de um ato que propunha uma caminhada ainda maior e que (per)dura até hoje. A guerra pela manutenção dos direitos dos estudantes é uma constante na realidade social do Brasil. E, em ano de eleições, é necessário conhecermos os atores da política atual, muitos dos quais já estão no cenário há várias décadas. Se já está ratificado que a história se repete, bem que o povo poderia fazer renascer o espírito rebelde de 29 anos atrás e dizer não à ditadura que está querendo se instalar em São Luís. É necessário sepultar o que ainda resta desse período podre da história do Maranhão. Para isso é necessário exorcizar a ameaça de 2009 se (re)transformar em 1979. Que a história dessa vez obedeça a um outro caminho e não nos pregue a peça de ver depois de trinta anos o sinônimo da ditadura ainda insepulcro no poder.
Nielsen Furtado
Jornalista
DVD de despedida do Los Hermanos eterniza bons momentos da banda
O terno e a gravata justificam o momento solene. Marcelo Camelo, ainda que um pouco desengonçado, entoa os primeiros versos de "Dois barcos". "Aponta pra fé e rema", diz a canção, escolhida para abrir o último show do Los Hermanos antes de uma pausa por período indeterminado. A apresentação, que lotou a Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, no dia 9 de junho de 2007, deu origem a um registro ao vivo com 26 músicas – cinco canções gravadas na apresentação do dia anterior compõem os extras.
"Primeiro andar", que vem na seqüência, descortina a contribuição de Rodrigo Amarante, que ao longo de uma década de carreira passou de guitarrista e backing vocal (quando não dava uma palhinha na flauta) a compositor de faixas essenciais na discografia da banda, como "O vento" e "Sentimental", também incluídas no DVD. Estão lá, ainda, o tecladista Bruno Medina e o baterista Rodrigo Barba, peças fundamentais desse equilibrado quarteto.
Se Camelo encarna uma espécie de Ivan Lins roqueiro, Amarante quebra o protocolo com vocais bêbados e coreografia debochada. Quando se vê a banda no palco, fica difícil pensar em muitos outros grupos com o mesmo potencial de entrosamento e criatividade. Da radiofônica "Anna Júlia" à rara "Pierrot", suas músicas pintam um panorama alegre do que um dia foi a música pop brasileira.
A aparente fragilidade cantada em letras como "O vencedor" encontra eco numa platéia invariavelmente descrita como fanática, que canta junto cada estrofe como se fosse a última – nesse caso, é.
"Los Hermanos na Fundição Progresso" – que também originou um álbum com o mesmo nome – é o registro de um momento raro. Não só mata as saudades dos fãs, um ano depois, como deixa escancarada a maturidade de quatro indivíduos que curtem o que fazem (ou curtiram) e não estão lá muito preocupados em simplesmente manter as aparências (e a conta bancária).
Pena que o material não transmita a contento a efervescência do público, que assim como a própria banda, fazia dos shows do Los Hermanos uma experiência sempre interessante.
Lígia Nogueira, G1
terça-feira, 9 de setembro de 2008

... e mais uma vez ele estava confuso com as situações que a vida lhe apresentava. Sempre teve a convicção de que era uma pessoa feliz no amor. Tinha uma linda mulher, uma relação sólida e feliz. Mas, a vida com as suas travessuras acabou colocando em seu caminho uma semente da paixão. Era uma coisa inexplicável, quase sem controle, que consumia os pensamentos mais utópicos. Era simplesmente uma enxurrada de emoções e fantasias que acabavam por mascarar a vida além mar. Uma vida muito diferente desse mundo criado por essa paixão. Sentimentos arrebatadores chegam e vão com muita intensidade, porém, acabam deixando marcas profundas de amor ou de ódio. E a vida como sempre aprontando as suas diabruras, mas ao final de toda essa epopéia, ele há de ficar com uma lembrança dela e ela há de levar uma lembrança dele...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
As mulheres ainda são minoria na política brasileira
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgou que nessas eleições, dos 379.176 candidatos inscritos, 298.236 são homens e apenas 80.850 são mulheres. Mesmo com toda as campanhas publicitárias incentivando as mulheres a entrarem de vez no cenário político brasileiro, concorrendo para todos os cargos do legislativo e executivo.
A região nordeste tem o maior número de representantes do sexo feminino nas eleições para o executivo municipal, com 667 mulheres inscritas, além de ter a única cidade do país onde a participação feminina é superior à masculina. Essa cidade é Grande Triunfo, localizada a 344 Km de salvador, Bahia, onde 18 dos 33 candidatos a compor a Câmara Municipal são Mulheres.
No Maranhão, não é diferente do resto do Brasil. As mulheres representam maioria dos eleitores e a minoria das candidatas: são 50,9% do leitorado e 23,6% do total de candidaturas, entre prefeito, vice-prefeito e vereador. Apesar de que, na capital maranhense não haja candidatas ao cargo de prefeita, no interior do estado a situação é diferente. Há cidades em que somente mulheres disputam a prefeitura. Em Lago da Pedra, no oeste do estado, por exemplo, a prefeitura está sendo disputada por duas mulheres. Mesmo assim, o número de candidatas ainda supera a média nacional, que é de 21,6%.
A região nordeste tem o maior número de representantes do sexo feminino nas eleições para o executivo municipal, com 667 mulheres inscritas, além de ter a única cidade do país onde a participação feminina é superior à masculina. Essa cidade é Grande Triunfo, localizada a 344 Km de salvador, Bahia, onde 18 dos 33 candidatos a compor a Câmara Municipal são Mulheres.
No Maranhão, não é diferente do resto do Brasil. As mulheres representam maioria dos eleitores e a minoria das candidatas: são 50,9% do leitorado e 23,6% do total de candidaturas, entre prefeito, vice-prefeito e vereador. Apesar de que, na capital maranhense não haja candidatas ao cargo de prefeita, no interior do estado a situação é diferente. Há cidades em que somente mulheres disputam a prefeitura. Em Lago da Pedra, no oeste do estado, por exemplo, a prefeitura está sendo disputada por duas mulheres. Mesmo assim, o número de candidatas ainda supera a média nacional, que é de 21,6%.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
UMA PEQUENA CRÔNICA SOBRE O AMOR.
“E aí você surgiu na minha frente, / E eu vi o espaço e o tempo em suspensão. / Senti no ar a força diferente / De um momento eterno desde então. / E aqui dentro de mim você demora; / Já tornou-se parte mesmo do meu ser. / E agora, em qualquer parte, a qualquer hora, / Quando eu fecho os olhos, vejo só você. (..)”. As mãos começavam a suar e o os olhos denunciavam que o coração estava morrendo. Aquela música ao fundo, a mesma que tocou no dia em que se conheceram. Todas aquelas lembranças traziam uma sensação nostálgica de um período bom. Era engraçado! Mas, apesar da distância, ele podia sentir o sabor do seu beijo, o aconchego do seu abraço e a suavidade dos seus carinhos. Ele tinha a certeza que ela sentia o mesmo e que as intempéries da vida, acabaram por afastá-los.
A necessidade de estar perto fazia com que o peito ficasse cada vez menor e, uma dor inexplicável toma-se conta de todo o seu ser. Naquele momento, tinha a necessidade de escutar bem de longe um sussuro da sua voz. Pensava em como poderia fazer para encontrá-la mais uma vez, em que situação poderia agir sem ser percebido por outras pessoas. Amar desse jeito é algo impossível de ser compreendido por um coração que nunca se aventurou no mar brabo e tenebroso que faz parte do oceano da paixão. Amar é a procura por uma necessidade que está escondida no mais inócuo e escuro dos lugares do eu interior e, faz com que as pessoas sintam a frenética necessidade de estarem juntas.
É muito curto o espaço que separa dois corações que se completam, que se uniram no matrimônio surreal do mais puro amor. Amor esse que promete romper as barreiras do infinito e sobreviver além-vida. Paixão para sempre, paixão de conto de fadas, paixão pura e inocente, paixão divina, paixão para ser vivida e explicada pela junção única e inexsorável de seres nascidos para o ato mais sublime da vida humana. O amor!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O que você faria se não houvesse amanhã?
DEPOIS DE VÁRIOS PEDIDOS, RESOLVEMOS FAZER NOVAS POSTAGENS ANTES DO DIA DA ELEIÇÃO. CONTINUEM ACESSANDO O NOSSO ESPAÇO. UM GRANDE ABRAÇO A TODOS.
Oi,
Olha já estou selecionando textos para vc colocar em seu blog...
No sei se achas interessante, mas, eu gosto e acho que podefazer bem a quem lê.
Beijos, Olha, só é pra colocar se vc achar legal.
Por Fran Christy
O que você faria se você descobrisse que este é o seu último dia de vida? Alguns respondem que passariam o dia com seus entes queridos, outros que diriam a todos tudo aquilo que ficou engasgado na garganta durante uma vida inteira. Algumas pessoas dizem que fariam algo que sempre quiseram fazer, mas nunca tiveram coragem. De qualquer forma, o que você faria em seu último dia de vida é provavelmente algo que você não está fazendo agora.
Quando pensamos na finitude de nossa existência, nos lembramos das coisas que são realmente importantes para nós. Hoje poderia realmente ser o último dia de vida para qualquer um de nós. Por que não priorizamos então o que é de fato importante, ao invés de deixar “tudo para o último dia”? Por que nos sujeitamos a uma vida sem sal, sem graça, nos alimentando na esperança de que o futuro será melhor?
Diversos fatores sociais e psicológicos contribuem para esta condição. Apesar de “filosoficamente romântico”, viver a vida adoidado como se não houvesse amanhã não é muito prático. Além disso, nós sabemos que a probabilidade de que haja um amanhã é infinitamente maior do que a probabilidade de que realmente hoje seja o nosso último dia na Terra, e aí, quem se responsabilizará pelas consequências de nossas ações espontâneas?
Um outro fator são os famosos ganhos secundários. Não dizemos tudo o que queremos para aquela pessoa insuportável no escritório porque temos certos ganhos com isso, seja simpatia, um favorzinho aqui e ali ou a economia de um bate-boca que talvez não estivéssemos dispostos a começar.
A preguiça e a procrastinação têm sua raiz na esperança. Se acreditamos que teremos tempo no futuro para lidarmos com o que não queremos lidar agora, nós simplesmente deixamos para depois. A esperança mantém acessa uma expectativa de que tudo será melhor no futuro.
Não somos muito bons em percebermos a passagem do tempo. Sempre achamos que o futuro será melhor e esta expectativa se torna permanente. O futuro “melhor” nunca chega, mas não percebemos o truque, continuamos a esperar por ele, enquanto isso vamos fazendo coisas sem importância, passando o tempo, aguardando pela oportunidade de fazer algo mais significativo com nossas vidas, até o dia em que realmente… não há mais amanhã!
Assinar:
Postagens (Atom)